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quarta-feira, 18 de maio de 2016

‘Fogo amigo’ mata acusado de tráfico no Morro do Cavalão

Bolacha foi encontrado morto ao lado de pistola e drogas
Após intenso troca de tiros entre policiais do 12ºBPM (Niterói) e bandidos do Morro do Cavalão, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, um homem suspeito de participar do tráfico de drogas local foi encontrado morto, no final da manhã de ontem. Na ação, arma e drogas foram apreendidas.
Militares do Grupamento de Ações Táticas (Gat) contaram que foram até a comunidade para realizar operação para combater a venda de drogas, quando foram recebidos a tiros pelos criminosos.
Após o confronto, os PMs encontraram Cristiano Nascimento Castro, o Bolacha, de 29 anos, morto, no alto do morro. Ainda segundo os policiais, ele estava com uma pistola calibre nove milímetros e uma mochila contendo 223 pinos de cocaína, 79 trouxinhas de maconha e cinco rádios comunicadores.
Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), onde o caso foi registrado, foram até o local para realizar perícia técnica e acreditam que o suspeito foi atingido pelos próprios comparsas durante a fuga. O corpo de Bolacha foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do Barreto.
Luto forçado - No final da tarde de ontem, traficantes do Cavalão ordenaram que os comerciantes baixassem as portas, na Rua Joaquim Távora, em Icaraí, como forma de luto forçado pela morte de Bolacha. A PM reforçou o policiamento no entorno da comunidade.


De mudança mais uma vez

Mais de 30 famílias que permaneceram nos condomínios por não terem para onde ir, tiveram que fazer a mudança para o Ciep Porto do Rosa na manhã de ontem
Foto: Leonardo Ferraz

Durante 54 dias, os ocupantes dos condomínios Parques Araras e Bem Te Vis, do programa Minha Casa Minha Vida, acalentaram o sonho da casa própria e dias melhores. Mas, na manhã de ontem, a realidade trouxe de volta as incertezas quanto ao futuro. Assim como no dia da ocupação, em que uma forte chuva devastou São Gonçalo, a chuva que caiu, na manhã de ontem, parecia repetir o “filme de terror”, que levou todas as famílias ao local. Desta vez, ao invés de portões abertos, os ocupantes se depararam com um forte esquema policial.
Homens da Polícia Federal com apoio da Polícia Militar, auxiliados por veículos blindados e helicóptero, montaram uma mega operação para a retirada das famílias. A ação começou ainda de madrugada e só terminou na tarde de ontem. As famílias que não tinham para onde ir, foram levadas ao Ciep do Portão do Rosa e para o Polo de Assistência de Vista Alegre. Apesar do grande número de pessoas que viviam no local, não houve resistência.
De acordo com o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), coronel Samir Vaz, a ação começou por volta das 3h30, quando homens do 7º BPM (São Gonçalo) fizeram um “cinturão de segurança” nas comunidades que cercam o empreendimento. Houve um pequeno confronto na localidade do Mangue Seco, mas ninguém foi preso. “Para dar segurança à ação, iniciamos a ocupação de toda a região ainda de madrugada. Essa ação foi planejada para que ocorresse sem qualquer intercorrência”, explicou o coronel.
Segundo o comandante, participaram da ação homens do Batalhão de Choque, Grupamento Aeromóvel, Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos da Polícia Militar, Comando de Polícia Pacificadora e do Comando de Polícia Ambiental, totalizando 600 homens. 
Além destes, foram empregados para a reintegração de posse 50 homens da Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e 18 oficiais de justiça, que conduziram a retirada das famílias. Estiveram presentes, ainda, guardas municipais, Conselho Tutelar e Secretaria de Desenvolvimento Social de São Gonçalo.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que 110 pessoas estão no Polo de Assistência de Vista Alegre, incluindo uma família de Niterói e outra de Cabo Frio. Para o Ciep foram levadas 260 pessoas. A assessoria ainda esclareceu que apenas uma família procurou a Defesa Civil para solicitar laudo de interdição de imóvel e outras 37 compareceram a um dos 19 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para solicitar a inscrição no Cadastro Único para ter acesso aos programas sociais do Governo Federal.

Famílias são levadas para escola

Com o futuro incerto, muitas famílias lamentaram deixar o empreendimento. Algumas pessoas, inclusive, passaram mal e precisaram de atendimento do Corpo de Bombeiros. Segundo uma das representantes, Oracina Vieira, a Naná, de 52 anos, a notícia da desocupação chegou ainda durante a noite.
“Quem tinha casa e estava se aproveitando da situação, saiu ainda durante a noite. Só ficou quem realmente precisa. Não são poucas famílias que estão aqui. Todas elas só querem uma oportunidade. Ninguém está pedindo nada de graça. Têm famílias aqui que estão, há três anos, cadastradas em programas sociais. Vamos todos para um abrigo até que a situação seja resolvida”, disse.
Muito nervosa, a dona de casa Sandra Regina da Silva, de 34 anos, disse não sabe o que fazer. “Tenho cinco filhos e estou desempregada. Como vou para um abrigo longe daqui? Meus filhos são pequenos e precisam estudar. Eles estão matriculados em escolas do Jóquei”, afirmou.
A dona de casa Patrícia Reis, 37, contou que deixou sua casa porque ameaçava desabar. “Tudo o que tenho são esses colchões que ganhei. Meu filho de cinco meses acabou de sair da UTI. Por estar dormindo no chão, ele pegou pneumonia agravada por uma anemia.Tenho medo do que vem pela frente”, lamentou.
Juliana da Silva Ferreira, 21, chorou ao receber a notícia que deveria deixar o apartamento. “Não tenho para onde ir. Nesta vida, só tenho meus dois filhos. Acreditei que pudesse ficar nesse apartamento. Estou desesperada. Aqui eu me sentia protegida. O que farei agora?”, questionou.
Sem poder andar, Rosalia Pereira, 61, disse que esperava a chegada do neto para ser levada ao abrigo. Moro com minhas filhas e meu neto. Tenho problemas nos rins e estou com o fêmur quebrado. Não posso me locomover”, contou.
Para Jaqueline Gomes Silva, 37, mãe de quatro filhos, uma delas com necessidades especiais, o abrigo foi a única alternativa. 
“Não tenho para onde ir e precisei recorrer a esse abrigo. Se não fosse isso, dormiria na rua. O pouco que tenho, ganhei. Apesar dos problemas, acredito que vou conseguir uma casa”, afirmou.


Bebê morre após ser baleado na cabeça na frente dos pais


Cerca de 150 pessoas, entre familiares e amigos, se despediram ontem do pequeno Juan Rodrigues, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo

Um bebê morreu, na noite de segunda-feira, no Mutuá, em São Gonçalo, após ser atingido por um tiro na cabeça. O pequeno Juan Rodrigues Morales Benites, de apenas um ano e dois meses, foi baleado no banco traseiro do carro do pai, um Sandero vermelho.
De acordo com a polícia, a criança estava acompanhada dos pais e da avó paterna no momento do crime. Eles seguiam para buscar a irmã, de 14 anos, numa festa no mesmo bairro. No entanto, ao passarem pela Rua Coronel Rodrigo de Carvalho, o pai de Juan percebeu que ocupantes de um veículo pareciam seguir seu automóvel. Ao entrar Rua Otávio Vilela, por volta das 22h30, ele ouviu um barulho de tiro. O menino acabou atingido na cabela e foi levado para o Hospital das Clínicas de São Gonçalo, no Centro, mas não resistiu ao ferimento. Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo estão investigando o crime. A perícia técnica indicou que o tiro perfurou o porta-malas do Sandero e atingiu a cabeça do bebê. De acordo com o delegado Allan Duarte Lacerda, responsável pelo caso, tudo indica que o tiro tenha sido disparado por ocupantes do carro que passava pela mesma rua que a família.
“Já identificamos o modelo do veículo que passava no momento do crime e sabemos que o disparo saiu de ocupantes dele. Agora estamos tentando descobrir a placa do automóvel para localizá-lo e achar seus ocupantes”, explicou o delegado.
Sepultamento - Amigos e familiares deram o último adeus ao menino Juan, ontem à tarde, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, São Gonçalo. Com semblantes estáticos e lágrimas silenciosas, cerca de 150 pessoas comparecem ao enterro.
Muito abalado, o pai da criança disse não ter condições de falar sobre o caso. Presente na cerimônia, o presidente e fundador da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, acredita que a solução para diminuir a estatística de crimes como esse não pode ser isolada, que deve haver uma análise sistêmica.
“Essa é a nona criança que morre por bala perdida em 2016 no Rio de Janeiro e a gente não vê uma indignação pública. O que vemos é a indiferença de uma sociedade que não para as ruas e a incompetência de um poder público. É um problema que demanda uma análise sistêmica e geral sobre as políticas públicas do Estado”, comentou.


terça-feira, 17 de maio de 2016

CONVITE


Convite para a reunião do Conselho Comunitário de Segurança da 7ªAISP
Área Integrada de Segurança Pública - A realizar-se no dia 19/05/2016, 5ª feira.
________________________________________
Prezados moradores e amigos da AISP7/SG, segue abaixo o convite para a reunião do Conselho de Segurança Pública.
Conselho Comunitário de Segurança da 7ª Área Integrada de Segurança Pública.

A Presidente do CCS-AISP/7 tem a honra de convidar V. S., para a reunião do Conselho Comunitário de Segurança da 7ª Área Integrada de Segurança Pública a realizar-se no dia 19/05/2016, 5ª feira.
Horário: 10 h às 12 h Local: COLÉGIO CINECISTA  PADRE  ANTONIO VIEIRA –ARSENAL – RUA MAMEDE DE SOUZA, 135 - ARSENAL
As reuniões do Conselho Comunitário de Segurança – AISP/7 são abertas ao público.
Os Conselhos Comunitários de Segurança são canais de participação popular em assuntos ligados à Segurança Pública, de caráter consultivo.
Os gestores das organizações policiais devem ouvir as questões apresentadas, adotar as providências necessárias para a solução dentro da sua esfera de competência ou encaminhar a quem de direito.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Com o acusado, os policiais apreenderam cerca de R$ 27 mil em espécie, além de duas pistolas



Suspeito de ser uma espécie de intermediário na negociação entre traficantes e PMs para o pagamento de propina em favelas de São Gonçalo, Sandro de Oliveira Vinhas, de 36 anos, foi preso agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo com cerca de R$ 27 mil em espécie - que, segundo ele, seriam entregues a policiais do 7ºBPM (São Gonçalo).

A prisão ocorreu no Barro Vermelho, na madrugada de ontem, quando os agentes realizavam perícia num local de homicídio. O acusado foi abordado quando passava pelo local num Gol branco. Após realizarem buscas no veículo, os agentes encontraram R$ 23,8 mil, junto a bilhetes com as frases: ‘Arrego de domingo’ e ‘Arrego Monjolos, Barreira’.

Questionado sobre a origem do dinheiro, Sandro disse que teria pego a quantia com traficantes do Morro do Martins, em Neves, e a entregaria nas mãos de policiais militares para que eles não reprimissem o comércio de drogas na comunidade. Em seguida, os policiais seguiram para a residência do acusado, no bairro Raul Veiga, onde encontraram duas pistolas, mais R$ 3, 2 mil em espécie, três celulares, um relógio e anotações que indicavam o valor pago aos militares.
“Inicialmente, iremos investigar tudo que foi apreendido e tentar identificar quem receberia essa propina. Também enviamos o caso para a Corregedoria Geral Unificada (CGU) e para a Corregedoria da Polícia Militar, para eles apurarem os fatos”, explicou o delegado Marcus Vinícius Amim, responsável pelas investigações.
Sandro, que já possuía mandado de prisão em aberto por porte ilegal de arma, foi autuado pelo mesmo crime e por associação ao tráfico de drogas. O comandante do 7ºBPM, coronel Samir Vaz Lima, não foi encontrado para comentar o caso.
Homicídio - Momentos antes da prisão, policiais militares que aguardavam a chegada da DH na Travessa Batista, onde o corpo de um jovem foi encontrado, foram atacados a tiros por traficantes do Morro do Feijão. Na ação, o sargento Marcelo Nogueira, de 41 anos, foi baleado na barriga. Ele foi socorrido pelos colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. Ele foi submetido a uma cirurgia e permanece internado na unidade. Seu estado de saúde é considerado estável. O corpo do rapaz ainda não identificado, que aparentava ter 20 e 25 anos, foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó.


Foto: Sandro Nascimento

Por Thuany Dossares e Gustavo Carvalho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Convite da reunião do Conselho Comunitário de Segurança da 7ªAISP


Convite da reunião do Conselho Comunitário de Segurança da 7ªAISP
Área Integrada de Segurança Pública no dia 25 de Fevereiro, 5ª feira.
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Prezados  moradores e amigos da AISP7/SG, segue abaixo o convite para a reunião do Conselho de Segurança Pública.
Conselho Comunitário de Segurança da 7ª Área Integrada de Segurança Pública.

A Presidente do CCS-AISP 7 tem a honra de convidar V. S., para a Reunião do Conselho Comunitário de Segurança da 7ª Área Integrada de Segurança Pública a realizar-se no dia 25 de Fevereiro , 5ª feira.

Horário: 10 h às 12h Local : (OAB/SG) Travessa Euzelina, 100 - Zé Garoto, São Gonçalo - RJ, 24440-395 -(21) 2723-6709.

As reuniões do Conselho Comunitário de Segurança – AISP7 são abertas ao público.
Os Conselhos Comunitários de Segurança são canais de participação popular em assuntos ligados à Segurança Pública, de caráter consultivo.
Os gestores das organizações policiais devem ouvir as questões apresentadas, adotar as providências necessárias para a solução dentro da sua esfera de competência ou encaminhar a quem possa resolvê-las, além de apresentar os resultados das ações.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Policial tem carro incendiado por bandidos atrás do batalhão de SG


Em uma ação ousada, criminosos atearam fogo no carro de um PM, que estava estacionado em área militar do 7ºBPM (São Gonçalo), na Rua Domingos Damasceno Duarte, na Trindade, na madrugada de ontem. Ao lado do veículo, um Siena de cor preta, foi encontrada uma caixa de fósforo. Dentro do automóvel havia também muitas pedras, que indicam, segundo a polícia que o incêndio tenha sido criminoso.
O soldado Álvaro Bertilac, de 25 anos, contou que estava de serviço, por volta das 3h, quando ouviu no rádio da PM que um veículo estava pegando fogo no estacionamento da unidade. Após contatos com amigos, o policial descobriu que se tratava do seu automóvel. “Havia indícios de incêndio criminoso. Mas não há nenhuma situação que possa justificar essa atitude. Registrei o caso na delegacia da área que está apurando as circunstâncias desse crime”, lamentou.
Ninguém ficou ferido e nenhum outro veículo foi afetado pelas chamas. O caso foi registrado na 74ªDP (Alcântara), que irá solicitar imagens de câmeras de segurança próximo ao estacionamento para tentar identificar os autores do crime.
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